Como a NASA escolheu o primeiro relógio a ir à Lua

A 21 de julho de 1969 os astronautas Neil Armstrong e Edwin “Buzz” Aldrin davam os primeiros passos na lua. Na viagem levaram um relógio escolhido pela NASA. E há uma história, ou melhor várias, por detrás da escolha do relógio.

Texto de Filipe Gil

Ainda antes de ir à Lua já um relógio da Omega tinha estado no pulso Walter Shirra, que em outubro de 1962 tornou-se o primeiro astronauta com bandeira norte-americana a ir ao espaço – o primeiro homem foi o cosmonauta russo Yuri Gagarin, em abril de 1961.

Conta-se que Shirra (que também foi primeiro ser humano a viajar para o espaço em três ocasiões) levou o seu próprio relógio que semanas antes tinha comprado num loja na cidade de Houston, ainda anterior à NASA oficializar a parceria com qualquer fabricante de relógios.

O modelo do relógio, o Speedmaster, era um dos preferidos pelos pilotos da Força Aérea Norte-Americana, sendo que muitos destes pilotos tornaram-se astronautas.

Mas em 1964, quando o programa espacial da NASA acelerou, os responsáveis agência espacial foram oficialmente à procura de um relógio para as missões espaciais tripuladas. O diretor de Operações da Tripulação de Voo, Deke Slayton, emitiu um pedido para relógios de pulso cronógrafos de diferentes fabricantes de relógios. Apenas quatro marcas submeteram as suas peças aos rigorosos testes térmicos, de choque, de vibração ou de vácuo, entre outros.

De acordo com a Omega, apenas o Speedmaster sobreviveu a esses testes e, como resultado, foi declarado “Flight Qualified for all Manned Space Missions” no dia 1 de Março de 1965.

A partir desse momento, a marca tornou-se o fornecedor oficial de relógios para o Programa Espacial tripulado da NASA. Foram confiados as seguintes missões Geminie, claro, as missões Apollo – que tinham o seu objetivo colocar o homem na lua.

E, a 21 julho de 1969, poucas horas depois de alunarem (ainda no dia 20), apenas um Speedmaster, no pulso de Buzz Aldrin, foi para o exterior. Armstrong preferiu deixar o seu relógio dentro do módulo lunar. Desde então os modelos da Omega são os oficiais das missões tripulados pela NASA. Outra história: o relógio que foi à Lua no pulso de Armstrong – e que pertence à NASA e não ao astronauta – está desaparecido.

São inúmeras as histórias que se podem ler na Internet sobre o seu paradeiro desconhecido. Desde o possível furto até à teoria de que o próprio Aldrin ficou com ele para si, sem nunca informar a NASA.

Mas, desde então, os relógios da Omega são os oficiais das missões tripulados pela NASA

Questionado sobre se a parceria irá continuar para futuras missões da NASA a Marte, Nuno Neves dos Santos, responsável de marketing da Omega para Portugal indicou que a escolha é sempre da NASA “de momento ainda pouco se sabe sobre as missões a Marte”.

Celebrar 50 anos da chegada à lua

Em Novembro de 1969, apenas quatro meses após o sucesso da alunagem da Apollo 11, um OMEGA Speedmaster único foi lançado para comemorar o sucesso da missão. Esta foi a primeira edição numerada Speedmaster e apenas 1.014 peças foram produzidas entre 1969 e 1973. Os números 3 a 28 e 1001 a 1008 foram oferecidos aos astronautas da NASA envolvidos na missão, tornando-se o relógio uma peça com muita procura dentro da famosa coleção da Omega.

Para celebrar os 50 anos da chegada do homem, a marca suíça produziu uma edição limitada de 1014 peças com o mesmo design do relógio que estava no pulso dos homens que pisaram o solo da Lua pela primeira vez. E lançou ainda a versão Moonlight em ouro de 18 quilates. Veja imagens desta edição limitada na galeria de imagens).