Chef Ljubomir demorou 22 anos a encontrar o caminho para casa

No restaurante que Ljubomir Stanisic abriu no final do mês passado no Bairro Alto, a história mais importante não tem necessariamente a ver com comida.

Texto de Ricardo J. Rodrigues

Estão três homens sentados à mesma mesa – um é católico, outro muçulmano, o terceiro é de origem ortodoxa e chama-se Ljubomir Stanisic. Este jantar não seria digno de nota, não fosse o facto de ter acontecido numa pequena aldeia de 200 habitantes chamada Donje Biosko. Fica no coração da região montanhosa de Sarajevo, seis quilómetro a norte da capital, e em 1992 mais de uma centena de civis, a maioria dos quais crianças, foram mortos aqui durante a Guerra da Bósnia.

Donje Biosko é referido em várias declarações do Tribunal Penal Internacional para a Ex-Jugoslávia porque aqui se instalavam sucessivamente os batalhões do Exército Jugoslavo, da República Croata da Bósnia e dos separatistas do Exército da República da Bósnia e Herzegovina. Ou seja, os grupos armados de cristãos ortodoxos, católicos romanos e muçulmanos que se digladiavam entre 1992 e 1995 pelo controlo do pequeno país.

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