Somos todos influencers

Já fez contas ao tempo que passa nas redes sociais? Desde o vídeo no YouTube, a foto no Instagram, o post no Facebook, o comentário no LinkedIn até à mensagem no WhatsApp, são mais de duas horas por dia! Sim, leu bem. A média é de 2,3 horas por dia, e mais ainda para a geração millennial.

O smartphone, e o seu fiel companheiro wi-fi, ganhou estatuto de necessidade básica, acompanhado de uma panóplia de apps sem as quais (pensamos nós) já não sobrevivemos.

A MÍTICA CHANEL, POR EXEMPLO, TEM MAIS DE 57 MILHÕES DE MENÇÕES #CHANEL NO INSTAGRAM, COMPARADO COM APENAS OITOCENTOS POSTS OFICIAIS DA MARCA NESTA REDE SOCIAL.

Estas alterações dos nossos hábitos de vida têm vindo a revolucionar a forma como às marcas comunicam com as pessoas. É o fim do reinado de poder absoluto do marketeer, deposto pelas massas de consumidores que dominam as redes sociais.

A mítica Chanel, por exemplo, tem mais de 57 milhões de menções #chanel no Instagram, comparado com apenas oitocentos posts oficiais da marca nesta rede social.
O poder passou das marcas para as pessoas. De tal forma que os consumidores são agora considerados um canal de marketing para as marcas, com ferramentas próprias e objetivos de retorno.

Estamos na era dos influencers, desde instagrammers a youtube vloggers, que ganharam um poder incrível sobre os seus fãs. Basta uma foto da Selena Gomez, a maior estrela do Instagram com 140 milhões de seguidores, vestida pela Puma para disparar a visibilidade da marca (e as vendas).

O CONTEÚDO É REI, E A GRANDE FORÇA DOS INFLUENCERS É A AUTENTICIDADE DA MENSAGEM – PESSOAS REAIS QUE EXPRIMEM OPINIÕES (COM OU SEM EMOJIS) QUE SÃO VALORIZADAS PELOS SEUS SEGUIDORES.

Além das celebridades e dos super bloggers, os micro-influencers têm um papel cada vez mais importante nas campanhas de marketing. Com redes mais pequenas e targets mais definidos, comunicam de forma mais focada e mais genuína.

O conteúdo é rei, e a grande força dos influencers é a autenticidade da mensagem –pessoas reais que exprimem opiniões (com ou sem emojis) que são valorizadas pelos seus seguidores. Mas há que não esquecer os clientes, que já são fãs das marcas, e que podem promovê-las de forma sincera junto da sua rede, por mais pequena que seja. Resumindo, todos nós somos influencers

O grande desafio está na escolha dos influencers certos e das redes mais eficazes. A mensagem, para ser autêntica, tem de ser cocriada com o influencer, e não definida pelo marketeer, o que implica a perda de controlo sobre a comunicação… e o risco associado. O melhor é apostar em quem gosta realmente do que está a promover.

Como a Madonna, que tem feito uma megacampanha a Portugal – desde fotos de Lisboa na recente edição em que foi capa da Vogue Itália, aos vários vídeos e posts nas redes sociais. Não tenho dúvida de que contribui para a visibilidade crescente do país, onde a marca #portugal já ultrapassou a icónica #apple no Instagram! Resta-nos agradecer à Madonna e a todos os que partilham o esplendor de Portugal nas várias redes sociais.