O influenciador do prédio ao lado

A palavra «influenciador» passou a ter nova conotação desde que as redes sociais ganharam a importância que todos lhes dão. Ser influenciador nas redes sociais
é uma meta de muitos. Há quem lute por isso. Há quem
viva disso. E até quem pague para atingir o estatuto.

O conteúdo, na maioria das vezes, é fugaz. Uma pose ali, um comentário inócuo acolá. Quem segue os novos influenciadores (digitais e sociais) tanta mimetizar o seu estilo de vida.

A certeza do dia é a incerteza de amanhã. Parece que todo o esforço que muitas destas novas personagens estão a fazer está a ser contrariado.

É uma indústria de peso que os departamentos de marketing das empresas seguem com avidez. Os proveitos dos influenciadores dependem do maior número de pessoas alcançadas e que a mensagem influencie quem a aceita. Mas, como tudo o que envolve redes sociais, há sempre um mas. A certeza do dia é a incerteza de amanhã. Parece que todo o esforço que muitas destas novas personagens estão a fazer está a ser contrariado.

De acordo com uma pesquisa feita pelo site Digiday, os nano influenciadores criam ligações com cerca de 8,7 por cento da audiência estudada. Enquanto as celebridades, com mais de um milhão de seguidores, apenas conseguem 1,7 por cento.

Ainda de acordo com outro artigo, este do The New York Times, estamos a entrar na era dos influenciadores com menos de mil seguidores, pessoas reais a quem importa muito não serem famosos. Isso é ser nano influenciador! Agora, o que interessa é ser-se real, fidedigno, comum, banal?

Passou-se das megaestrelas pop para o vizinho do prédio ao lado, como acontecia nas vidas de bairro de outros tempos mais analógicos. Quem disse que as modas não andavam em círculos.