O fim vem do céu?

O ser humano evoluiu a olhar para cima. Para as estrelas. Sempre lhe pareceu que a resposta aos grandes problemas e à razão da sua existência vinha do céu.

Pela religião ou ciência, o homem sempre foi fascinado pela imensidão do espaço. Talvez por uma questão premonitória. Isto porque um grupo de investigadores da universidade
da Durham, em Inglaterra, descobriu que uma das galáxias satélite da “nossa” Via Láctea, ao invés de continuar a sua rota e ficar a uma distância dita segura, está agora destinada
a colidir com a galáxia a que chamamos nossa.

A Grande Nuvem de Magalhães, como é assim chamada a galáxia satélite, encontra-se neste momento a 163 mil anos-luz de distância, é vinte vezes menor em diâmetro e tem dez vezes menos estrelas que a Via Láctea. Segundo os novos cálculos dos astrofísicos, a mudança irá acontecer e haverá uma colisão com a Via Láctea criando grandes distúrbios.

De acordo com o diretor do Instituto de Cosmologia Computacional de Durham, «a colisão fará estremecer toda a galáxia existindo mesmo um a três por cento de hipóteses do sistema solar ser projetado para o espaço infinito e provocar a extinção
dos seres humanos».

Mas há boas notícias. A colisão só irá acontecer daqui a 2,5 mil milhões de anos. E a galáxia não irá ficar totalmente destruída, irá sim alterar a sua forma – mais espiral do que é atualmente – e irá dar mais energia ao buraco negro que existe no centro da Via Láctea. Este ficará mais ativo e irá crescer 10 vezes o seu tamanho atual.

De acordo com o diretor do Instituto de Cosmologia Computacional de Durham, «a colisão fará estremecer toda a galáxia existindo mesmo um a três por cento de hipóteses do sistema solar ser projetado para o espaço infinito e provocar a extinção
dos seres humanos».

Mas há mais notas «positivas»: a colisão poderá adiar a já estudada, e ao que parece inevitável, colisão com a galáxia de Andromeda. Essa sim, trará a destruição à Via Lactea daqui a quatro mil milhões de anos.

Resta saber se nessa altura ainda andaremos pela Terra ou se já fomos atrás da nossa curiosidade ancestral na conquista de locais noutras galáxias mais seguras.