Há 17 anos o mundo mudou mesmo!

Aproveitei as redes sociais para fazer uma pergunta: onde estavam a 11 de setembro de 2001? – o dia dos ataques terroristas às Torres Gémeas de Nova Iorque e ao Pentágono.

As respostas foram várias e curiosas. Houve quem respondesse que estava a gozar os dias finais de férias de trabalho ou de universidade. Também recebi mensagens de colegas jornalistas que recordam ter sido apanhados de surpresa no dia em que preparavam o fecho de edição de uma revista ou jornal.

E houve quem recordasse que nesse momento estava dentro de um avião – e só tomou conta do sucedido quando aterrou. Ou ainda quem me confidenciasse estar na sala de aula…da escola primária.

O certo é que independentemente das respostas ninguém se esqueceu do momento. Sem exagero, foi ali que uma nova era na geopolítica e nas relações internacionais começou. De um lado os ocidentais dos outros os árabes (assim mesmo sem distinção). Os dias que se seguiram foram de quase histeria coletiva. Tudo o que era do Médio Oriente era terrorista, ou quase, e os muçulmanos eram vistos, todos, como prováveis bombistas suicidas. Dias estranhos e difíceis.

Olhando para trás, mais concretamente 17 anos – que nem sequer é um número redondo – percebemos que na altura vivemos um marco que ficará na história e que mudou a perceção de como vivemos no planeta. O mundo, que cada vez vai ficando mais pequeno, mostrou que perdeu a inocência que tinha vindo a ganhar desde o final da II Guerra Mundial. Percebemos nesse dia, 11 de setembro, como nenhum outro que viver em paz é um grande privilégio.

Ainda ontem quando tentava explicar o que tinha sucedido naquela manhã em Nova Iorque -início da tarde em Lisboa – percebi que o homem é tão capaz de fazer as coisas mais incríveis como as mais atrozes. Ele, depois da explicação que foi o mais imparcial possível quanto detalhada, voltou a perguntar-me: mas pai, ainda não consegui perceber porque fizeram aquilo!
Nem eu, retorqui.