O desporto e a sociedade, uma relação em alta.

A crónica «Escrito à mão» vive como vive a DN Ócio. No papel e no online. Todas as semanas, no início da semana poderá ler esta crónica no seu computador, tablet ou smartphone. Serão linhas sobre lifestyle e as coisas boas da vida que vou lendo, vendo e experienciando. No fundo, como se de uma uma conversa de café se tratasse, num daqueles terraços de hotel com vista para o rio ou para o mar e que têm o poder de nos soltar a criatividade.

Os milhões da NBA. A liga norte-americana de basquetebol é um assunto que já nos foi mais próximo do que é. Atualmente, chega aos meios de comunicação mais por razões de cariz financeiro do que desportivo. A falta de uma grande figura como Michael Jordan assim o dita. Apesar de existirem uma série de jogadores que aqui e acolá despontam curiosidade – pela performance e pela personalidade. Como é o caso de Le Bron James.

Recentemente o jogador assinou quatro anos de contrato com os Los Angeles Lakers. Por 132 milhões de euros. Numa entrevista há quatro anos, James indicara que tinha o sonho de se tornar milionário – tal como Michael Jordan. E parece estar a conseguir. O mais curioso é que a sua anterior equipa, os Cavs de Cleveland, ofereceu mais alguns milhões para Le Bron ficar. Mas ao que parece o local, Los Angeles, fez a diferença. Aquilo que L.A. tem para oferecer parece valer muito mais do que uns quantos milhões adicionais na conta de James e ficar na «pacata» Cleveland.

Atualmente, as notícias sobre ténis surgem focadas apenas pelas performances desportivas. O que é extremamente válido, mas que lhe retira romantismo e afasta a modalidade do interesse de mais pessoas.

O ténis quer voltar à ribalta. Temos de admitir, longe vão os tempos em que o mundo falava de ténis e dos seus jogadores. McEnroe, Bjorn Borg, Boris Becker, entre outros, eram notícia mesmo para aqueles que não seguiam o desporto com conhecimento.

Atualmente, as notícias sobre ténis surgem focadas apenas pelas performances desportivas. O que é extremamente válido, mas que lhe retira romantismo e afasta a modalidade do interesse de mais pessoas. Contudo, parece que algo está a mudar. Em meados da semana passada, e no decorrer de mais uma edição do Torneio de Wimbledon, uma notícia sobre Roger Federer referiu foi além do que a «simples» performance. Que saudades!!! Será que é desta que vemos uma terceira vaga (depois dos anos 1930 e dos 1970/80?) de interesse geral nesta modalidade?

O futebol. E por fim, mas não menos importante escrevo sobre futebol, claro. Ainda antes de se saber se o melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo, irá trocar Madrid por Turim e ingressando na Juventus.

Temos de refletir nos milhões envolvidos com um jogador que está a chegar ao fim da sua carreira – dizem os especialistas. É obra. E parece ser mais um recorde para ficar na história.

Mas o fator mais interessante é que, todos sabemos que CR7 não traz só golos aos clubes e cidades por onde passa. Tem um elan muito maior do que os estádios que visita. E a sua entourage gera milhões. Mais do que um negócio desportivo é um negócio da região onde irá viver. E Turim sabe-o. É como ter Madonna a viver na nossa cidade, no nosso país. E sentirmos orgulho pela «vizinha» aparecer na edição italiana da Vogue fotografada em Portugal.

Razões futebolísticas e económicas à parte, Turim tem tudo para ser do gosto
de CR7. Não acreditamos que existam dúvidas na escolha. E na escolha de Turim para o receber. Mais do que performance, a vida dos desportistas que geram milhões é muito mais do que aquilo que fazem, é também os lugares que escolhem para viver.