Atitude de Luxo

Tudo começou em 2010. Podia ter sido uma Billionaire Summit, uma vez que reuniu quarenta das maiores fortunas americanas. Juntaram-se para criar o maior clube de filantropia do mundo, chamado The Giving Pledge. Os impulsionadores foram Bill e Melinda Gates, que se juntaram a Warren Buffett, e reuniram um grupo de fundadores de peso, incluindo Mark Zukerberg e Priscilla Chan, entre muitos outros.

Tendo como objetivo elevar a fasquia da filantropia, o The Giving Pledge começa pelo topo da pirâmide, com quem tem mais, logo tem mais para dar. Como se traduz esta promessa de dar? Trata-se de um convite aberto aos bilionários para se comprometerem publicamente com a doação à humanidade da maioria da sua riqueza. Em vida ou em testamento, o que interessa é contribuir para o bem comum. E assumir este compromisso de forma pública, dando o exemplo.

Mas não é preciso ser bilionário para contribuir para um mundo melhor. Temos exemplos diários de generosidade, muitas vezes com sacrifício pessoal, que são inspiradores.

Não há nada como o exemplo das pessoas mais ricas do planeta para inspirar os outros. Passados oito anos, este clube seleto tornou-se um movimento. Começou nos Estados Unidos, mas já conta com 186 pessoas e famílias de 22 países. Todos assumiram este compromisso para as suas fortunas, criando uma verdadeira vaga filantrópica, que a humanidade agradece.

Mas não é preciso ser bilionário para contribuir para um mundo melhor. Temos exemplos diários de generosidade, muitas vezes com sacrifício pessoal, que são inspiradores. Este amor à humanidade associado à filantropia traduz-se em inúmeras áreas de ação, tais como combate à pobreza, educação, sustentabilidade, cultura, justiça, investigação médica, saúde pública e muitas mais. Quantos mais biliões de dólares forem dedicados a estas causas, maior será o impacto positivo na vida das pessoas.

Esta vontade de giveback tem vindo a crescer e nunca foi tão grande como agora. 2017 foi um ano recorde em contribuições para organizações filantrópicas nos Estados Unidos, com contributos acima dos quatrocentos biliões de dólares.

A maioria dos bilionários americanos são self-made man e woman, e há realmente uma noção de responsabilidade social cada vez maior. Esta consciência da necessidade de ajudar pode ser vista da seguinte maneira: quem cria riqueza quer também criar impacto, contribuindo para a humanidade. Numa sociedade cada vez mais materialista, há uma tendência para repensar os objetivos do dinheiro e regressar a uma procura de ideais e valores. Já não é só uma questão de ter, mas de ser, e agora também de fazer – por nós mas também pelos outros. Neste final de ano, época de balanços e de reflexão, The Giving Pledge é um exemplo inspirador de uma atitude de luxo.