Wrangler Rubicon: o novo Jeep topo de gama

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Poucos automóveis terão um perfil tão característico como o Wrangler. A Jeep sabe-o bem e, por isso, cada vez que o atualiza fá-lo com muito cuidado. Afinal, estamos a falar do herdeiro do Willis, com uma legião histórica de fãs incondicionais. Quando é para mexer há que fazê-lo com «pinças».

Texto e Fotografias de Fernando Marques

No entanto, é preciso atrair novos e mais jovens clientes. A solução passa por equipá-lo com as mordomias tecnológicas da atualidade e adicionar algum conforto. O que à partida parecia ser uma tarefa arriscada resultou num restyling muito equilibrado, trazendo o Wrangler para o século XXI, sem alienar os fãs hardcore da marca.

Com uma séria reputação a manter, este jipe não deixa os seu créditos em mãos alheias, afinal é o nome genérico que a marca acabou por «dar» a qualquer veículo 4×4 capaz de andar fora de estrada. Não é de estranhar que o desempenho do novo Wrangler fora de estrada seja excecional, com capacidade para nos levar muito além do que as nossas aptidões de condução permitem.

os mimos passam por um sistema de som de alta fidelidade Alpine, ecrã multimédia de 8,4”, volante e estofos em pele, câmara de estacionamento traseira e a «cereja no topo do bolo

A versão Rubicon, sendo o topo de gama, já vem com um nível de equipamento capaz de satisfazer até quem gosta de fazer todo-o-terreno mais agressivo. As barras estabilizadoras podem ser desligadas para um cruzamento de eixos ainda maior e os mimos passam por um sistema de som de alta-fidelidade Alpine, ecrã multimédia de 8,4”, volante e estofos em pele, câmara de estacionamento traseira e a «cereja no topo do bolo», uma capota rígida desmontável e o para-brisas que pode ser aberto para a frente. Tudo para tornar o verão especial. Infelizmente, no caso do modelo que testámos, só duas pessoas o vão poder desfrutar pois não tem lugares atrás.

Em estrada, o comportamento até é bastante bom para um jipe, embora a insonorização não seja perfeita por causa da capota, mas o motor diesel 2.2 com 200 cavalos e a caixa automática de oito velocidades permitem andamentos rápidos – por vezes muito rápidos mesmo, o bom senso recomenda alguma prudência nas curvas. Fora de estrada é onde o Wrangler está no seu ambiente natural. Não houve caminho por onde passasse sem uma compostura desconcertante. E, em algumas situações já difíceis para outro 4×4, fá-lo sem o mínimo esforço. O legado continua vivo e a silhueta mantém-se inconfundível.

Preço: a partir de 59.500 euros
Preço da unidade ensaiada: 60.961 euros

Ficha técnica:
Motor: 2.2 CRD
Transmissão: 4×4
Caixa: automática de 8 velocidades
Suspensões: eixo rígido com barra estabilizadora
Potência: 200 cv
Velocidade máxima: 260 km/h