Surf trip na Costa Vicentina ao volante do Mercedes GLC

Passar um fim de semana prolongado com amigos, em busca de ondas. Este foi o ponto de partida para uma surf trip ao volante do Mercedes GLC 250d 4Matic, a começar em Lisboa e descendo até à Costa Vicentina. Deu gosto optar sempre pelo caminho mais longe para a praia…

Texto e Fotografias de Nuno Mota Gomes

A bordo foram quatro passageiros e as suas malas, três pranchas de surf, uma de bodyboard, um skate e equipamento das modalidades. Os bancos traseiros rebatem em 60:40, ou pode deitar-se apenas o do meio. Foi esta última opção que adaptámos e ninguém foi apertado. Antes pelo contrário, tudo coube bem arrumado. Sem fazer ginástica. Sem jogar Tetris.

Um SUV não se mede só pela aparência. Quando é bem concebido, torna-se verdadeiramente um utilitário. E o GLC pode gabar-se dessa versatilidade, adaptando-se a qualquer circunstância. É familiar, moderno, com 550 litros de bagageira, um interior de luxo e linhas exteriores que metem respeito. Em estrada garante uma elevada estabilidade e um absoluto controlo, não descolando do alcatrão por nada, mas também não dispensa o seu lado mais aventureiro, sempre pronto para um todo-o-terreno. A suspensão pneumática regulável e as várias configurações do modo off-road permitem tirar o melhor partido do automóvel: seja conduzir por caminhos de terra batida, enfrentar uma subida inclinada ou agarrar-se a piso escorregadio.

Neste ensaio houve oportunidade para testar todos os pormenores e modos de condução. A começar pelo Eco, mais no pára-arranca, ainda a sair de Lisboa. O Comfort, já na auto-estrada e sobretudo em todas as deslocações urbanas. São duas opções muito confortáveis, silenciosas, com a sensação de deslizar sobre o alcatrão. E sem tirar-lhe gozo. Mas também desafiámos o Sport e Sport+, para alguns momentos de colar as costas ao banco a jogar com a rápida resposta de aceleração. A marca garante que o GLC consegue cumprir em 7,2 segundos dos 0 aos 100 km/h. Aliás, o seu desempenho foi sempre surpreendente, graças à distribuição eletrónica entre eixos suportada com a caixa de velocidades 9G-Tronic – sim, são mesmo 9 mudanças. Sem esquecer as patilhas atrás do volante, para quem gosta de assumir uma troca mais personalizada.

Embora o seu desenho não seja o mais aerodinâmico, as suas linhas arredondadas e a sua performance proporcionam uma excelente sensação de condução. É alta, mas quase nos esquecemos que estamos num SUV. Muito também graças à correção constante da tração integral, evitando assim o seu balanço. Depois, o habitáculo também ajuda ao conforto: é muito ergonómico, tem alta insonorização, assim como comandos acessíveis e intuitivos. O ecrã central não é tátil, mas há toda uma consola para consultar o menu, da navegação, música, níveis do motor, à regulação da climatização.

Apesar de se dizer os que automóveis hoje em dia já fazem tudo sozinhos, não é bem assim. E há tecnologia muito útil – ou não seria inventada -, sobretudo quando falamos de deteção de peões, assistente de faixa de rodagem e de ângulo morto, ou até o sistema de ajuda à distância de segurança. Ainda assim, neste automóvel ainda dá para assumir o total controlo.

Falando de consumos, saiba que esta viagem não ultrapassou o número redondo de 8 litros de média: com o carro carregado, a experimentar todos os modos, sem pensar em combustível, mas também sem um pé demasiado pesado. Foi, sem dúvida, uma utilização profissional tal e qual como seria no dia-a-dia. Um número que também facilmente se consegue baixar, numa condução mais suave. Só resta apontar um verdadeiro problema depois deste ensaio: ir entregá-lo de volta…

Preço: a partir de 58 950,00 €
PVP versão ensaiada: 87 578,40 € (
2.143cc, 204cv)