BMW 840d Cabrio: sinfonia ao ar livre

As temperaturas começam a subir, coisa que parecia difícil neste verão de 2019, e com isso os descapotáveis saem dos locais onde estiveram a hibernar. De um momento para o outro, basta prestarmos um pouco atenção, vemos carros com ou sem capota em todo o lado. Mas há que escrever: há descapotáveis diferentes, como este BMW M8. Ninguém lhe fica indiferente, esteja ou não dentro do automóvel.

Texto Filipe Gil

Quando nos desafiam para conduzir e escrever sobre um descapotável topo de gama o difícil é conter o sorriso e a excitação. Mal nos sentamos, a primeira ação, qual crianças numa loja de doces, é recolher a capota – que demora 15 segundos e pode ser feita até os 50 quilómetros por hora.

Logo de seguida surge outra vontade: por a música certa no sistema de som e acelerar, como se vê nos filmes. Mas, logo nos primeiros momentos, a música que nos toca é outra: o som do motor deste BMW 840d.

E, se por ventura, não resistirmos e pressionamos o botão que nos leva ao modo desportivo Sport + (entre outros que este modelo dispõem: Confort, EcoPro, Sport), acreditem, o som e a sensação fica gravado na memória.

O motor de seis cilindros demora 5,2 segundos dos 0 aos 100km/h, segundo a marca. Comprovamos que é rápido, mas a excitação do momento não permitiu cronometragens apuradas. Mas mesmo que não se queira testar limites, basta umas acelerações para se sentir a alma de desportivo deste modelo e os seus 235 cavalos de potência.

Conduzimos em autoestrada, com capota, e na cidade, sem capota. Aí não há forma de passarmos despercebidos. Apesar das linhas clássicas da marca da Baviera, o novo 8 descapotável, lançado em março deste ano (2019), tem algo de novo e moderno, sem ser futurista. A nível de design vão ser precisos vários anos para perder a atualidade. É uma jogada segura da BMW. Claro que, equipado com o pacote “M Sport”, este modelo eleva-se para o nível de supercarro descapotável de luxo. 
Mas não só na estética: o sistema de travagem M Sport, os bancos de pele para os quatro tripulantes – que também está presente no volante – fazem o resto.

E depois há ainda “pequenos pormenores”: carregamento wireless dos smartphones, o sistema de som da Bowers&Wilkins, o sistema “soft close” das portas e o vidro em detalhes.

Os automóveis descapotáveis são assim. Convencem-nos muito depressa a criar uma ligação sentimental. Se calhar pelo gosto dos cabelos ao vento, pela tal música que nos parece sinfonia dentro do automóvel. Três dias foram poucos, mas os suficientes para conquistar quem o testou e quem o acompanhou nos testes. O modelo custa 151.810 euros. O preço de um sonho com muitos extras.