Ao volante do DS 7 Crossback, pelo caminho mais longe para a praia

Andámos ao volante do novo DS 7 Crossback, com tempo e direito a tudo: dos percursos mais rigorosos às vias rápidas, não faltou uma surfada pelo meio e a certeza de que a DS está pronta para competir como marca independente. Conforto, tecnologia de ponta e pormenores elegantes. Dá vontade de optar pelo caminho mais longe para a praia…

Texto e Fotografias de Nuno Mota Gomes

Quando se é fã de pegar no carro para realmente se fazer à estrada, ter espaço e conforto são dois pontos essenciais. Desafiámo-nos a cumprir uns dias de aventura ao volante do novo DS 7 Crossback: é a mais recente geração, desde que a marca DS arrancou para uma nova fase da sua vida independente – os modelos anteriores ainda derivaram da Citröen.

No exterior somos surpreendidos com o seu aspeto robusto e linhas agressivas, mas nada de exagerado. Tem pormenores elegantes que lhe dão bastante identidade, como a grelha frontal e o desenho dos faróis em LED’s que «dançam» quando se destranca o automóvel. Ainda antes de nos sentarmos ao volante, é hora de abrir a bagageira de 555 litros para descobrir as suas capacidades: espaço não é um problema, mais ainda com os assentos rebatidos (60:40) e os litros a dispararem para os 1750. Deitámos apenas um e bastou para conseguirmos ter pranchas de surf ao comprido – podemos confirmar que não é para todos os automóveis de passageiros.

Agora sim estamos no habitáculo e não foi imediato encontrar o botão de arranque. Está posicionado por cima do ecrã central (um touch com 12.3 polegadas), com o símbolo da DS, e é apenas o primeiro toque de elegância que faz a diferença. Logo depois somos recebidos com um painel de instrumentos digital – o qual é possível mudar o grafismo – e uma consola de funções para tirar partido. Uma das premissas é o condutor alcançar cada botão à distância do braço, sem esforço. Rapidamente saltam à vista os acabamentos de alta qualidade, sobretudo o revestimento em couro a cobrir o tablier, bancos e portas. Chega de «olhar», há muita estrada pela frente.

Há aspetos que não ficamos indiferentes, como o conforto do habitáculo para todos os passageiros, mas também com o comportamento da suspensão. Para quem lhe interessa variar entre condução dinâmica e de conforto, a suspensão adaptativa só pode ser uma mais-valia. E isso comprovou-se. No modo Comfort funciona a nova tecnologia DS Active Scan Suspension, de “leitura” da estrada em cinco metros frontais, conseguindo adaptar antecipadamente a suspensão para enfrentar os desníveis. Este sistema recorre a uma câmara posicionada sob o espelho retrovisor interior, garantindo um comportamento suave. O ideal para quem gosta, de vez em quando, de fugir ao alcatrão.

Rapidamente nos habituamos à sua condução, «leve», intuitiva, e viciante. Ainda que sendo um automóvel de grandes dimensões, garante também um curvar equilibrado, mas mais ainda no modo Sport. A versão ensaiada estava equipada com a motorização mais baixa, o 1.5 BlueHDi com 130 cv e uma caixa de oito velocidades. É a opção mais em conta, suficiente para o dia a dia. Contudo, para quem não dispensa de uma resposta ainda mais rápida, não será mal pensada outra escolha: como o 2.0 diesel, já com 180 cv; a gasolina, a proposta é o 1.6 com 180 ou 225 cv.

Rapidamente nos habituamos à sua condução, «leve», intuitiva, e viciante.

Uma das novidades para breve é a versão E-Tense 4×4: um híbrido a gasolina, para os tempos modernos e ecológicos. Este plug-in, com tração integral, «vem só» com 300 cv e a marca garante consumos na ordem dos 2.2 litros/100 km. Promete ainda uma autonomia de 50 quilómetros totalmente elétrico, pensado para os trajetos diários. A DS deixa ainda a promessa de que a sua bateria pode ser recarregada em 1 hora e 45 minutos, num terminal com 32 amperes ou em 8 horas numa tomada padrão de 8 amperes.

DS 7 Crossback, a partir de 42 200,00 €