1932: o primeiro ano das Marchas Populares

A 12 de junho de 1932, as Marchas Populares arrancavam finalmente no Parque Mayer com grande fulgor, ainda sem os Casamentos de Santo António (só se juntaram em 1958), mas com meio mundo nas ruas para ver passar os marchantes.

“A afluência ao popular recinto de espetáculos da Avenida foi extraordinária e notável, não só pela quantidade, mas principalmente pela qualidade”, congratulava-se o Diário de Notícias na edição de 13 de junho, depois da festa rija. “Artistas, intelectuais, gente que em geral não vai aos festejos populares, sentiram-se atraídos pelo colorido dos grupos bairristas, que percorreram a cidade em todas as direções.”

Pelas 23h00 o Parque Mayer regorgitava com a maior enchente de público de que há memória. O afluxo era tanto – de gente, de euforia coletiva – que o juri propôs à direção das festas três prémios especializados “para premiar o esforço tão brilhante e honesto das três agremiações que dirigiram as marchas e foram incansáveis em sacrifício e engenho”.

No final, foram atribuídos a Campo de Ourique, Bairro Alto e Alto do Pina os prémios de imponência, alegria e pitoresco – por esta ordem. As marchas populares deste ano também já estão a caminho.