Monarte: peças exclusivas criadas por designers de renome

Foi um sonho tornado realidade. O emprego na área do Marketing já não a fazia feliz. E Klaudia não hesitou. Resolveu dar corpo a um projeto de moda. São peças exclusivas, projetadas por designers de renome nacional e internacional. Peças únicas com uma história.

Texto Patrícia Tadeia / Diana Quintela (Global Imagens)

«A ideia surgiu há cerca de ano e meio, em abril do ano passado, eu desde sempre que sou apaixonada por moda, e sempre quis ter uma marca de roupa. Mas tinha de ter um conceito forte, diferenciador e um storytelling diferente. Resolvemos associar-nos a artistas que fazem peças únicas e intemporais», começa por explicar Klaudia Vicente, fundadora da Monarte.

«Cada artista cria um padrão para uma peça única. E as pessoas, quando compram estes tops ou vestidos, conseguem conversar sobre a roupa que estão a usar. Cada peça tem uma história, como por exemplo o top desenhado por Aka Corleone cujo tema é Portugal e onde vemos elementos como a guitarra portuguesa, Amália Rodrigues, as sardinhas, o Padrão dos Descobrimentos, o Elétrico 28, o Cristo Rei, Fernando Pessoa», enumera.

Além de Aka Corleone, também Maísa Champalimaud, Media Jamshidi, Add Fuel, Teresa TAF, Jéssica João, Carmo e Kateryna Savchenko assinam as peças de autor desta coleção.

Quando escolhe os artistas, Klaudia tem sempre uma preocupação: «Os artistas têm de ter um estilo próximo dos valores da marca. Todos os padrões são alegres e positivos, nenhum tem uma mensagem negativa e pesada

Com o objetivo de combater a «fast fashion», privilegiar a qualidade, a individualidade e a diferenciação, as peças, atualmente só direcionadas para o público feminino, custam entre 80 e 120 euros. E só existem 50 unidades de cada modelo.

Depois de escolhida a peça, o cliente recebe também uma atenção personalizada. «Há uma parte que só se sente quando a pessoa compra. Há um cuidado com a caixa, com o cartão que traz o nome do artista, a história da peça. E ainda um lápis e uma mensagem direcionada à pessoa»

A sustentabilidade é também uma preocupação da marca: «As cadeias grandes repõem as coleções muito rapidamente, faz com que as pessoas comprem mais, desperdicem mais, e as próprias peças de roupa não têm tanta qualidade. A consequência da «fast fashion» é o também o aumento da poluição. Quanto mais se produz, mais lixo existe», explica Klaudia que já está a preparar a próxima coleção. Sai em setembro e terá gabardines, parcas impermeáveis, camisolas e ténis.