Primeiro hotel de luxo em Cuba tem assinatura portuguesa

O primeiro hotel de luxo de Cuba, inaugurado em Havana, tem assinatura de uma empresa portuguesa. A OLI, empresa que está presente em hotéis de luxo de todo o mundo, equipou todos os 300 espaços de banho deste luxuoso hotel.

Texto de Patrícia Tadeia

O novo hotel de cinco estrelas Gran Hotel Manzana Kempinski La Habana, em Cuba, tem um pouco de Portugal. A Oli, empresa portuguesa que está representada em 80 países dos cinco continentes, equipou os 300 espaços de banho com o autoclismo interior “OLI 74 Sanitarblock Plus” e a placa de comando “Slim”, duas soluções desenvolvidas no centro de inovação e na fábrica, em Aveiro.

«Estamos naturalmente satisfeitos e orgulhosos pelo facto de a OLI ter sido eleita para fazer parte de um projeto hoteleiro de excelência, que simboliza o início de um novo ciclo social, económico e cultural da história de Cuba. Este é mais um reconhecimento do nosso trabalho, ao longo dos nossos 64 anos de história, que se tem pautado por fazer sempre bem e melhor, todos os dias», explicou António Oliveira, presidente da Oli, ao DN Ócio.

Em 2017, a OLI registou um volume de negócios de 54 milhões de euros.

Mas fazer parte de um hotel de luxo não é novidade para a empresa com sede em Aveiro. A Oli equipou outros espaços em hotéis como o Ritz Carlton no Dubai, o Hotel Intercontinental no Cairo, o Viña Vik no Chile ou o Pine Cliffs Resort, no Algarve.

O hotel de cinco estrelas em Cuba está integrado no edifício histórico La Manzana de Gómez, construído em 1890. Dispõe de 246 quartos e suites com uma decoração inspirada na opulência de Luís XV, um spa, uma piscina e um terraço que oferecem uma vista privilegiada para a zona histórica da cidade.

Nos arredores do hotel, encontram-se o Museu Nacional de Belas Artes, o Paseo del Prado e o “La Floridita”, um dos bares preferidos pelo escritor Ernest Hemingway e dos turistas da atualidade.

«Com esta parceria, a OLI reforça a sua presença no continente americano e a sua intervenção em projetos hoteleiros de referência internacional, que valorizam as soluções hibridamente sustentáveis e ambientalmente responsáveis», continua o responsável.

Mas afinal o que levou o grupo suíço Kiempinski – responsável pelo hotel – a convidar a OLI para este projeto? «O principal traço que nos diferencia é a inovação», avança António Oliveira. «Com recurso à tecnologia patenteada e aos elevados padrões de qualidade de fabrico, a OLI é reconhecida por estudar permanentemente novas e melhores soluções, que aumentem a eficiência hídrica e a inclusão de pessoas com mobilidade reduzida no acesso às instalações sanitárias», diz ainda.

A OLI exporta 80% da produção para 80 países dos cinco continentes.

«Das torneiras de boia, que permitem o rápido e silencioso enchimento dos autoclismos, às resistentes estruturas autoportantes que permitem ao utilizador ajustar a altura do sanitário. A inovação está no centro da nossa estratégia de negócio» revela o responsável pela empresa que, nos últimos cinco anos, investiu 10 milhões de euros na área de Investigação e Desenvolvimento.

Atualmente, a OLI conta com 47 patentes ativas na Europa, estando entre as empresas portuguesas que mais patenteiam no continente.

E quanto a projetos de futuro? «O nosso desafio será sempre construir uma marca com valor e com um alcance ainda mais global», diz António Oliveira. E conclui: «Os nossos projetos de futuro estão relacionados com a Inovação e a Internacionalização. Continuaremos a colocar a inovação ao serviço da preservação da água, com o objetivo de tornar o mundo num lugar melhor para viver, defendendo o planeta e a vida, e continuaremos a levar a marca a mais geografias dos cinco continentes.»