Portugal sem finalistas no prémio Mies van der Rohe

O centro de congressos de Plasencia, em Espanha, é um dos projetos finalistas (FOTO: IWAN BAAN)

Terminal de Cruzeiros de Lisboa não passou à fase final do concurso. Os cinco projetos finalistas estão na Alemanha, Albânia, Espanha, França e Bélgica. Júri vai agora visitar os locais e vencedor será conhecido a 7 de maio.

Texto de Marina Almeida

O projeto de José Luís Carrilho da Graça ficou pelo caminho no prémio europeu de arquitetura Mies van der Rohe 2019. O Terminal de Cruzeiros de Lisboa era o único projeto nacional ainda a concurso, depois de numa fase inicial terem estado 20 obras de arquitetos portugueses sob os holofotes do júri. Entre os cinco finalistas, hoje anunciados, destaca-se a reabilitação de edifícios que perderam o uso original (na Bélgica e em França). O júri salientou a versatilidade de todos os projetos.

Os cinco finalistas são:

PC Caritas, em Melle, Bélgica, projeto do atelier Vylder Vinck Taillieu

PC Caritas, em Melle (FOTO: Philippe Ruault)

Auditório e Centro de Congressos de Plasencia, Espanha, do atelier SelgasCano

Centro de Congressos de Plasencia (FOTO: Iwan Baan)

Praça Skanderbeg em Tirana, na Albânia – 51N4E, Anri Sala, Plant en Houtgoed e iRi arquitetos

Praça Skanderberg, em Tirana (Foto: Filip Dujardin)

Terracehouse, em Berlim, Alemanha, Brandhuber + Emde, Burlon e Muck Petzet arquitetos

A Terracehouse, em Berlim (FOTO:Erica Overmeer)

Requalificação de 530 fogos no Grand Parc, de Bordéus, França, de Lacaton & Vassal com Fréderic Druot e Christophe Hutin.

Projeto de requalificação em Bordéus (FOTO: Philipe Ruault)

O júri considera que estes cinco trabalhos resolvem programas indeterminados, que permitem usar os espaços de várias formas. A PS Caritas foi um hospital psiquiátrico que se tornou numa nova forma de espaço público; O centro de congressos de Plasencia “não é apenas um lugar para organizar conferências”; a praça de Tirana “tornou-se um espaço para passar, para estar, e para muitas outras atividades”; O edifício de Berlim propõe diversos volumes com utilizações variadas; e o espaço de galerias dos apartamentos de Bordéus podem ser usados de várias maneiras pelos seus habitantes;

O júri do mais importante prémio europeu de arquitetura vai visitar as obras finalistas durante o mês de abril e o vencedor será anunciado a 7 de maio, no pavilhão Mies van der Rohe, em Barcelona. O vencedor recebe 60 mil euros. Será ainda anunciado o arquiteto emergente.

Na edição 2017 os vencedores foram os ateliers NL Architects e XVW Architectur com a reabilitação de um complexo habitacional às portas de Amesterdão, na Holanda, ameaçado de demolição, o DeFlat Kleiburg. O prémio Mies van der Rohe de arquitetura foi instituído em 1988, ano em que foi distinguido Álvaro Siza Vieira.

Entre os projetos de arquitetos portugueses que estiveram na primeira lista de candidatos à edição 2019 contava-se a Torre de Picoas (FPM41), do atelier Barbas Lopes, o Teatro Luís de Camões, de Manuel Graça Dias e Egas José Vieira, a Capela do Monte, de Álvaro Siza Vieira ou a Barragem de Foz Tua, de Eduardo Souto Moura. Também o projeto do Centro Arvo Part, na Estónia, do atelier Nieto Sobejano, é liderado pela portuguesa Alexandra Sobral – e não passou aos finalistas.