Pad Thais e Baos na nova carta do Sauvage

A nova carta do restaurante de Lisboa, da responsabilidade do chef Ricardo Gonçalves, aposta em sabores e pratos do Oriente mas com toque português.

Texto de Filipe Gil

Aberto desde maio de 2019 o restaurante Sauvage acaba de lançar novos pratos. “Entalado” entre as avenidas da República e a 5 de outubro, o restaurante segue a tendência dos novos restaurantes que piscam o olho às redes sociais. É notória na decoração do espaço. Contudo, os dois sócios, António Carrilho e Rui Jacomé convidaram o chef Ricardo Gonçalves a criar uma carta do Sauvage desde a sua abertura. E agora, há novidades e mais pratos se juntaram à carta, sobretudo com influências asiáticas dos Pad Thais e Baos, entre outros.

Logo à entrada o Sauvage tem um espaço com dupla função: serve para esperar e para beber os cocktails de autoria de João Sancheira. O conceito parece vencedor, uma vez que, segundo o responsável, não raras as vezes há clientes que no final da tarde passam pelo Sauvage para um cocktail ao final da tarde. O Oie, com vodka ( 9,50 euros) e Viper Eyes (7 euros) são as novidades mais recentes de uma carta com 10 cocktails da casa.

O Viper Eyes é uma das novidades da carta de cocktails do Sauvage.

Já na mesa, e mesmo antes das entradas, chegam uns croquetes de vitela com maionese que convém não dispensar. Para entrada, a Burrata (9,5 euros) e Tártaro de salmão (12 euros) são acima da média mas perdem protagonismo para o Bao de pato desfiado (9,5 euros), uma das novidades do chef Ricardo Gonçalves.

Nas massas, e entre as típicas opções inspiradas na cozinha italiana (risottos e ravioli), há os novos Pad Thai em três opções: vegetais (12,50 euros), frango (13,50 euros) e camarão (14,50 euros). Estes podem ser serviços no prato ou nas típicas caixas de papel tal qual é vendido no street food tailandês. O que fica estranho e confuso num restaurante que pretende dar uma oferta de “fining dining descontraído”.

Bao de pato desfiado.

O serviço é formal o quanto baste e sem falhas. Quanto aos pratos principais, o Entrecôte (16,50 euros) é quase irrepreensível não fosse uma dose exagerada do molho provence que o acompanha. Já as Bochecas de porco preto (14,50 euros) com puré e estufadinho de ervilhas, bacon e ovo escalfado remete-nos sim para o fine dinning.
Curioso e útil aos menos informados nos vinhos, a carta tem uma sugestão de vinhos para o paring.

Tártaro de salmão.

Com cerca de 60 lugares no interior o Sauvage tem também 24 lugares numa esplanada nas traseiras que funciona nos dias mais quetntes. No interior há uma mesa – que dizem ser das mais requisitadas – de oito lugares “a preferida dos grupos”, de acordo com um dos sócios. Está num espaço um pouco mais privado do resto do restaurante. Uma boa ideia.

Apesar da oferta à carta, o Sauvage disponibiliza, durante a semana e ao almoço, menus de 10 euros, com sugestão do chef e ainda um menumais completo, o executivo (15 euros) a pensar nos inumeros escritórios das empresas à volta.

O melhor, ou quase, ficou para o fim. O pudim Abade de Priscos (5 euros) – que se estreou com a nova carta; a tarte de lima caramelizada (5 euros) ou a mousse de chocolate (4,5 euros) são sobremesas muito acima da média e ficam na memória da experiência no Sauvage. Apesar da abertura constante de restaurantes em Lisboa, muitos dos quais a pensar mais nas redes sociais do que na própria comida, o Sauvage é prova que as duas coisas podem ser compativeis.

Morada:
Av. António Serpa, 9A, Lisboa
Aberto de segunda a quinta-feira, das 12h00 às 15h30 e das 19h00 às 00h00.
Sexta-feira – das 12h00 às 15h30 e das 19h00 à 01h00
Sábado – das 12h30 às 16h00 e das 19h00 à 01h00.