Évora e Monchique são os destinos dos novos hotéis do Fundo Discovery

Évora e Monchique. Estes são os dois novos destinos de unidades hoteleiras que a Discovery Hotel Management (DHM) vai abrir em 2019. Mas as novidades não ficam por aqui. Há ainda fortes remodelações em curso.

«Luxo, hoje em dia, é dar opções às pessoas.» Quem o diz é Rodrigo Roquette, Marketing Director da Discovery Hotel Management (DHM). E afinal é isso que a DHM faz. A marca de gestão hoteleira do Discovery Portugal Real Estate Fund tem atualmente 18 ativos sob gestão da própria marca. Os hotéis estão distribuídos por vários «clusters»: os Design Collection, Hotels & Resorts e Villas & Apartments e os Brandeds Hotels.

O balanço de 2018 foi positivo, garante, tendo alcançado um crescimento de 20% face ao mesmo período no ano passado. O Ramada by Windham Lisbon e o Azor, referiu, foram as unidades que mais cresceram. E por isso, é tempo de novidades. Entre elas estão dois novos projetos já para 2019.

«Uma das novas unidades hoteleiras que vamos abrir no próximo ano localiza-se a cerca de 15 quilómetros de Évora. São cerca de 11 hectares, 57 quartos, mais 20 vilas», explica Francisco Moser, director-geral da marca hoteleira. Dirigido a famílias, o atual Perdiganito ganhará um novo nome – mais fácil de pronunciar pelos estrangeiros, pelo menos – e terá um conceito de quinta familiar. O outro projeto localiza-se em Monchique. Trata-se da reabertura de um ativo, o antigo MacDonald Monchique Resort, que terá 185 quartos e um grande desafio para 2019.

As novidades para o próximo ano não ficam por aqui. «Temos ainda vários projetos em curso de renovações muito profundas, como é o caso do Alpinus, no Algarve, com 178 apartamentos, que é muito direcionado para o mercado inglês, e que vamos tentar transformar num hotel mais moderno e atual, e em que vamos gastar 5 milhões de euros», referiu Francisco acrescentando que, ainda no Algarve, haverá uma «forte remodelação e investimento pesado» também no Praia Verde Boutique Hotel.

De futuro, e subindo até ao centro do País, o grupo vai ainda transformar o Palácio da Lousã Boutique Hotel num ‘bike hotel’, mas mantendo a imponência do Palácio. «Temos um projeto na gaveta, de fazer ali um hotel mais virado para a aventura, para o desporto. Um conceito muito associado a experiências. Será um investimento de 1.6 milhões de euros para a renovação completa», referiu ainda Francisco.

Entre as novidades para o próximo ano está ainda a gestão imobiliária do Quinta do Vale Golf Resort, um campo de golfe próximo da Praia Verde, no Algarve. «Vamos desenvolver a parte imobiliária eventualmente com um hotel», acrescentou o responsável da marca própria de gestão hoteleira que surgiu em 2012.

Continuando a viajar pelos restantes ativos, os responsáveis avançaram ainda que haverá uma remodelação nos pisos 0 e -1 do Monte Real – Hotel, Termas, Spa, no intuito de reforçar o segmento de reuniões e conferências: Além disso, o spa sofrerá também um «upgrade». No Douro 41 Hotel & Spa serão concluídos 19 quartos, e renovado o funicular, embora, garanta Rodrigo, a ideia final ainda esteja a ser trabalhada. O Furnas Boutique Hotel terá ainda os quartos renovados, e o Azor apostará num spa – tal como o Vila Monte Farm House – e uma zona para os mais pequenos.

A longo prazo, a marca prevê ainda a abertura do antigo Ocean View, em Albufeira, e do Sesimbra Bay, em Sesimbra. Nos Açores, a marca tem em projeto a abertura do Terra do Mar, na Ilha Terceira, e em São Miguel, prevê criar a primeira unidade hoteleira de raiz. Localizada nas antigas galerias Pêro Teive, será um conceito de ‘smart hotel’, muito focado nas novas tecnologias.