Bizturi: a plataforma online portuguesa que reúne produtos «premium»

Fundar uma plataforma que vende produtos premium e de luxo. O sonho que nasceu com João Andrade e Rafael Vaz tornou-se realidade. É oficial desde outubro e promete revolucionar o segmento. A DN Ócio esteve à conversa com os fundadores da Bizturi.

Texto de Patrícia Tadeia

Apesar do nome meio difícil de pronunciar, a empresa é bem portuguesa. Chama-se Chromatikborn, foi fundada em maio deste ano por João e por Rafael, e já lançou o primeiro produto. «A Bizturi é um marketplace de moda. Começámos por trabalhar essencialmente marcas portuguesas, mas a ideia é estendermo-nos ao mercado internacional. O objetivo é posicionarmo-nos no segmento premium e de luxo», começa por explicar Rafael Vaz, chief operating officer (COO) da Chromatikborn.

Entre as marcas que estão presentes nesta plataforma, destaque para as portuguesas Storytailors, Patrick de Pádua, Duarte, Majowski, Maria do Vale, Liliana Alves, Ana Pina, Pelcor, Ben Goji, Antiflop, a marca brasileira de joalharia Diogo Dalloz ou a polaca de chapéus, Jolie Su. «Para já a maioria das marcas que temos é nacional. Temos duas internacionais, mas temos outras já identificadas. Não queremos estar só nas marcas portuguesas, porque as queremos colocar lado a lado com marcas internacionais. De forma a também nos posicionarmos num segmento um pouco mais alto», diz Rafael.

«O objetivo é posicionarmo-nos no segmento premium e de luxo.»

Mas afinal qual a vantagem de reunir todas estas marcas numa única plataforma? «O consumidor tem uma oferta diversificada, mas ainda assim no mesmo segmento. Uma oferta muito maior e um website que é muito ‘user friendly’. Além disso, conseguimos entregar em qualquer parte do mundo. Uma pessoa pode estar em Tóquio e pode encomendar através da Bizturi», garante João Andrade, chief executive officer (CEO) da Chromatikborn.

«Não existe um marketplace que trabalhe especificamente este setor em Portugal. Claro que não pretendemos atingir uma Farfetch, com uma Prada, Gucci, ou Louis Vuitton, mas também não queremos ir para o segmento das massas», continua Rafael. «Queremos ir buscar o talento daquelas marcas que sabemos que têm toda qualidade de produto, mas precisam de visibilidade. Então queremos crescer com eles», acrescenta João.

Depois de três meses de testes, a Bizturi foi lançada oficialmente em outubro e, para já, o balanço é positivo. Metade dos acessos vem de Portugal, e a outra metade maioritariamente dos EUA, com alguns clientes de países europeus. «Estamos a investir essencialmente em Londres e Nova Iorque, pelo poder de compra, pela dimensão. O poder de compra em Portugal infelizmente não é assim tão grande, por isso temos de direcionar para os mercados ideais», diz ainda Rafael.

«O consumidor tem uma oferta diversificada, mas ainda assim no mesmo segmento.»

João continua: «Nos EUA é uma realidade, a recetividade que tempos dos seguidores quando se alia a tecnologia com a moda, é uma dinâmica muito forte.» E avança que, embora tenham um site completamente construído em inglês já pensam em traduzi-lo para outras línguas: «Há mercados específicos que se o site estiver na própria língua aderem mais.»