Alerta! Vista Alegre sensibiliza para a Amazónia e para a extinção do lince ibérico

A coleção Amazónia baseada nos desenhos da expedição naturalista de Alexandre Rodrigues Ferreira (1756-1818)

A empresa centenária apresentou as coleções do ano. Endangered é um alerta pela diversidade do planeta e apresenta quatro espécies animais em risco. Também Amazónia mostra o pulmão verde do Brasil através de desenhos históricos.

São duas coleções com natureza dentro. Com Amazónia, a Vista Alegre resgatou os desenhos no naturalista português Alexandre Rodrigues Ferreira (1756-1818), para criar uma coleção de peças de mesa, decoração e iluminação sobre a grande floresta brasileira. Na sugestiva Endangered, a empresa de Ílhavo dá um grito de alerta feito de biscuit preto e branco contra a extinção de quatro espécies: o Lince Ibérico (Lynx pardinus); a Gazela Dama (Nanger dama); o Lobo Vermelho (Canis rufus) e a Águia-Falcão (Nisaetus bartelsi).

O lince ibérico em versão frágil, desta vez em porcelana (DR)

A coleção Amazónia foi feita em parceria com a EcoArts, uma entidade brasileira sem fins lucrativos, sedeada no Mato Grosso – à semelhança do que foi também desenvolvido para a Bordallo Pinheiro. É composta por peças em porcelana, cristal, grés e faiança e foi desenvolvida com recurso a técnicas que aproximam esta coleção à natureza, desde a escultura à pintura manual. A inspiração veio de longe e resgatou o legado do naturalista português Alexandre Rodrigues Ferreira na obra Cinco Viagens Filosóficas pelas Capitanias do Grão-Pará, Rio Negro, Mato Grosso e Cuiabá. Esta apresenta as expedições que realizou no século XVIII ao interior da floresta amazónica, ao serviço da coroa portuguesa. Este lugar é atualmente a área de atuação da Ecoarts. Por cada peça vendida, será plantada uma árvore na Amazónia, garante a Vista Alegre. O serviço tem peças com valores que oscilam entre os onze e os 165 euros.

A coleção Amazónia, da natureza para a porcelana

Em Endangered a marca portuguesa apresenta quatro caixas, inspiradas nos vasos canópicos usados no ritual de mumificação egípcia, que simbolizam animais em risco de extinção, oriundos dos quatro continentes: o Lince Ibérico (Lynx pardinus); a Gazela Dama (Nanger dama); o Lobo Vermelho (Canis rufus) e a Águia-Falcão (Nisaetus bartelsi). As peças têm uma tampa, em biscuit branco, e o corpo, em biscuit preto, «decorado com baixos-relevos codificados em código binário, inscreve o número de exemplares existentes no mundo», explica. Custam 230 euros cada.
Em 2019 prossegue a parceria com a casa de luxo francesa Christian Lacroix Maison. A coleção Herbarie inspira-se em cinco flores – papoila, narciso, lótus, dália e cardo -, desenhadas ao estilo de herbários e obras de botânica antiga. A gama Herbarie tem preços entre os nove e os 230 euros.

A parceria com a casa de luxo francesa Christian Lacroix prossegue com a coleção Herbarie. Este bule custa cem euros.

No segmento do cristal com Art Doublé (complexa técnica do cristal doublé) chegam peças como Monarch, Catedral, Circe e Catherine Weel. No vidro, a coleção art glass Única revela novas peças: Graviola (que integra a coleção Amazōnia), Saturno, Earth e Dive. Finalmente, My Rare Spirits, frascos para guardar espirituosas muito especiais, surge com novas sugestões.

A arte do cristal elevada ao seu máximo expoente

Estas são algumas das propostas da Vista Alegre para 2019, ano em que quer prosseguir a conquista de prémios. «Depois de conquistar 43 prémios internacionais de design entre 2017 e 2018, a marca continua a corresponder às mais altas expectativas do público e dos especialistas, aliando tradição, história e modernidade», refere em comunicado. As novas coleções foram apresentadas na Maison & Objet, grande feira de artes decorativas que decorreu em Paris. Chegarão às lojas ao longo do ano.