O mais antigo hotel de cinco estrelas do Porto recebe prémio europeu

O hotel Infante Sagres, o mais antigo hotel cinco estrelas da cidade do Porto, foi totalmente renovado, com o objetivo de recuperar a configuração original dos anos 50. Uma joia lapidada que mereceu um prémio de excelência da Condé Nast Johansens 2019.

Foi em Londres que o Infante Sagres recebeu o prémio na categoria “Best Newcomer or Back on the Scene Hotel” (Melhor Hotel Novo ou Reabertura) da Europa e Zona do Mediterrâneo. Após um intensivo processo de renovação, o mais antigo cinco estrelas da cidade do Porto renasceu em abril deste ano.

Localizado em pleno coração da cidade, o Hotel Infante Sagres Porto mereceu a distinção máxima da editora internacional. Os prémios têm como base os votos online, as avaliações dos hóspedes e os relatórios dos Local Experts em relação aos hotéis recomendados no website e nos guias mais recentes da marca.

“Esta é sem dúvida uma distinção importante para o Infante Sagres, que vem validar a aposta do grupo The Fladgate Partnership na recuperação de um hotel emblemático do Porto e que atravessou a sua história. Um álbum de memórias reaberto agora à cidade e a todos os que o visitam”, referiu Carlos Trindade, Hotel Manager do Infante Sagres Porto.

Após um intensivo processo de renovação, o mais antigo cinco estrelas da cidade do Porto renasceu em abril deste ano.

Fundado em 1951, o edifício, projetado pelo arquiteto Rogério de Azevedo, foi recuperado minuciosamente pela mão do arquiteto portuense António Teixeira Lopes, discípulo do autor original. O seu interior é desenhado em detalhes preciosos, que carregam um legado de mais de seis décadas. E foi esse historial que foi restaurado por equipas especializadas em conservação que pelos corredores trabalharam nos tetos, molduras, vitrais, lustres e candeeiros e o mobiliário histórico. Dezenas de profissionais trabalharam ao longo dos últimos meses com os mais meticulosos instrumentos, desde esponjas, a bisturis e escovas de dentes.

Os vitrais que iluminam a escadaria que faz a ligação entre os pisos são uma das obras primas do hotel e por isso aquela que também mereceu especial cuidado e atenção. Os cerca de 500 painéis desenhados pela oficina Ricardo Leone foram retirados, limpos e recuperados ao longo de oito meses e a sua recolocação demorou mais três.

Os lustres da sala de pequenos-almoços e lobby do hotel foram desmontados, peça por peça, limpos e restaurados. Entre o mobiliário estão peças que contam a história do hotel, mas também peças adquiridas pelo grupo em leilões de arte e antiquários, para recuperar o estatuto de “museu” que o hotel teve nos seus tempos áureos.

Os cerca de 500 painéis dos vitrais desenhados pela oficina Ricardo Leone foram retirados, limpos e recuperados ao longo de oito meses.

O hotel contabiliza 85 quartos, entre os quais 10 suites de luxo. A suite Royal, tipologia premium do hotel e onde já ficaram hospedados vários artistas e até membros da realeza, é o expoente máximo do luxo e requinte que caracterizam o “novo velho” Infante Sagres.

O hotel acolhe também o Vogue Café Porto, que coloca a cidade no roteiro dos espaços com a chancela da Condé Nast International. O conceito baseia-se no modelo internacional, presente em cidades como Dubai, Moscovo e Kiev, e ao mesmo tempo na envolvência com o hotel e a cidade. Também o conceito gastronómico tem base internacional, mas homenageia os sabores e aromas da cidade, incluindo ingredientes locais e uma seleção de vinhos nacionais e cocktails com vinho do Porto.

A decoração ficou a cargo do designer de interiores portuense Paulo Lobo, e mistura jogos de padrões em preto e branco e apontamentos de dourado e espelhos. No terraço interior do edifício emerge também um novo deck com piscina. No seu conjunto, o projeto significou um investimento de 8,5 milhões de euros.