A portuguesa que dá aulas de life coaching na Indonésia

«Até onde quer chegar?» é a pergunta que dá o mote. Alcançar objetivos, ter a coragem necessária para realizar a mudança nem sempre é fácil. E é aqui que surge Alexandra, uma apaixonada por viagens. Licenciada em Eng.ª Química, com uma especialização em Marketing e Comunicação e outra em Gestão, um dia resolveu largar tudo e dedicar-se ao Coaching e à Programação Neuro Linguística. Agora lança o convite: é por Bali que vai estar nos próximos meses para organizar dois retiros. O destino é de sonho e o luxo está em poder encontrar soluções para a mudança.

Texto de Patrícia Tadeia

Quase de malas feitas e de partida para Bali, Alexandra Vinagre olha para trás e recorda como tudo começou. «O primeiro retiro que organizei foi no ano em que me despedi, no ano passado, em abril. Depois disso, repeti um em novembro, depois em abril deste ano e agora estamos de volta a Bali», refere a antiga delegada de informação médica que deixou o emprego para se dedicar ao coaching.

Foi há quatro anos que começou na área, como aprendiz. Daí à formação e certificação em coaching foi um passo. Pelo meio, lançou o livro «Até onde quer chegar?», que aborda o processo de transformação pessoal com um objetivo concreto. Através da ajuda de casos práticos e vários exercícios, com base científica, o livro permite desenvolver um mindset de suporte à mudança, aprender a potenciar as emoções positivas, criar novos hábitos e crenças possibilitadoras, entre outros objetivos.

Alexandra começou a realizar workshops e a ideia de os integrar em viagens surgiu rapidamente. «Luxo é muitas vezes ter menos por mais, e cada vez mais me fui apercebendo disso. Às vezes viajava para estudar, integrava cursos em viagem. Viajava muito sozinha. Percebi que devia aproveitar a viagem para criar um mindset de mudança, ou uma vida com mais realização e bem-estar. Aí, vi que tinha o conteúdo ideal para colocar num programa de viagem», explica. E assim nascia o primeiro retiro em Bali.

«A ideia é criar um equilíbrio, a pessoa pode usufruir de algum conhecimento e ao mesmo tempo usufruir do local onde está. Até porque quando estamos fora do contexto normal abrimo-nos um pouco mais, estamos fora da nossa zona de conforto, e paramos para olhar para tudo de forma diferente», refere.

Cada programa tem 10 a 12 inscritos. E os próximos não são exceção. «Os grupos são sempre pequenos, para garantir a qualidade que oferecemos às pessoas e para fazer workshops com dinâmica. Para serem produtivos, tenho de ter grupos mais pequenos», refere.

«Luxo é muitas vezes ter menos por mais, e cada vez mais me fui apercebendo disso.»

O próximo workshop, mais ligado à área profissional chama-se «Reset & Forward: The next step for living your passion», e decorre de 21 a 26 de outubro, em Uluwatu, Bali. Logo depois, de 3 a 10 de novembro, é a vez do «Mindset Immersions» que integra prática de yoga, alimentação saudável, workshops inspiradores que convidam a sair da zona de conforto. «Este começou comigo como viajante, sempre achei que era importante haver alguma oferta de viagens que incluíssem conteúdo e viagem», conta. E já vai na quarta edição.

«Em cada workshop temos um grupo de pessoas a trabalhar para um objetivo comum, não me vão ouvir horas infinitas a falar. Valores, propósitos, criar novos hábitos, gerir emoções são alguns dos temas. Trabalhamos a teoria com exercícios de grupo. Outros mais individuais. Mas nunca é uma palestra», explica Alexandra.

Neste retiro, Alexandra vai contar com uma convidada: Joana Limão, autora do site Lemonaid, que a tornou conhecida no universo da alimentação saudável. «Um dia ela perguntou-me quem iria cozinhar no meu retiro, e foi assim, numa conversa informal que tudo aconteceu. A primeira vez que colaborámos foi em abril, em que ela fez a curadoria da parte de alimentação em conjunto com o hotel em Bali», recorda.

Apaixonada por pessoas, Alexandra já se cruzou com várias ao longo desta nova aventura do coaching. «Algumas até me perguntam, antes dos workshops, se lhes vou mudar a vida. Mas a verdade é que cada pessoa procura uma coisa diferente. O que respondo sempre é que colocam lá, durante o workshop, é o que trazem de volta. Quem vai com maior abertura traz mais de volta. O que quero é que aquela semana seja um convite a que no regresso a casa haja as mudanças necessárias, que as pessoas voltem inspiradas a fazer mudanças. Sejam elas ligadas ao trabalho, à forma de estar, à saúde mental ou física», diz.

«O que quero é que aquela semana seja um convite a que no regresso a casa haja as mudanças necessárias.»

A prova de que é possível é mesmo o exemplo de Alexandra. «Comecei a minha própria mudança comigo como cliente de coaching há 4 ou 5 anos. Sentia que faltava algo. Tinha como objetivo perceber o que podia ter um maior significado no que toca a realização profissional. Fiz a formação em coaching enquanto ainda trabalhava como delegada de informação medica. Foi um plano B que se tornou num plano A ao fim de 2 anos», lembra.

Além dos retiros fora de Portugal, Alexandra também já prepara os próximos por terras lusas. No início do ano, vai organizar um workshop que terá a duração de um fim de semana: «Será de 25 a 27 de janeiro em Sintra.» Para quem preferir ficar por Portugal, é anotar na agenda.