Os destinos de sonho onde surf e luxo estão em sintonia

Já lá vai o tempo em que se olhava para eles de lado, em que se falava de surf como a modalidade dos praticantes de chinelo no pé e sal no corpo e no cabelo. Hoje, claro que há quem leve a vida de mar, desprendida de luxos, mas há também quem opte por ficar em resorts exclusivos durante as viagens em que se procuram ondas pelo mundo. E até há campeonatos verdadeiramente exclusivos como aquele que começou esta segunda-feira nas Maldivas.

Texto de Patrícia Tadeia

Four Seasons Maldives Surfing Champions Trophy, em Kuda Huraa, é o mais luxuoso evento de surf. Trata-se de uma competição apenas para convidados, organizada pela empresa hoteleira, e que já acolheu nomes como Mark Occhilupo, Tom Curren, Bethany Hamilton ou Nat Young.

Este ano, as Maldivas recebem na prova o havaiano Bruce Irons, o brasileiro Alejo Muniz e o campeão do circuito mundial em 2001, o norte-americano CJ Hobgood.

Exclusiva e diferente em muitos aspetos, no Surfing Champions Trophy, a prova tem um prémio de 25 mil dólares (aproximadamente 21 mil euros). E todos aqueles que quiserem assistir à ação bem de perto podem comprar um passe VIP, a bordo do Four Seasons Explorer.

Um dos resorts do grupo Four Seasons nas Maldivas é o Kuda Huraa (desde 947 euros/noite), a apenas alguns quilómetros de Sultans, na ilha desabitada de Thanburudhoo. A maioria dos surfistas procura a ilha pelos Atóis de Malé, ilhas oceânicas em forma de anel, onde surgem das ondas mais consistentes das Maldivas. No Atol de Malé Norte, por exemplo, encontram-se os picos mais surfados e conhecidos como Chickens, Lohis, Ninjas, Pasta Point, Sultans, ou Honkeys, esquerdas e direitas perfeitas com vários níveis de dificuldade, a grande maioria apenas acessível por barco.

Água morna e transparente, azul-esverdeada, ondas perfeitas que atraem surfistas da África do Sul, Brasil, Florida e na Austrália. Por lá passaram verdadeiros especialistas como Rob Machado, o californiano de 44 anos que já venceu em Pipe Masters, ou Taj Burrow, antigo surfista do circuito mundial de surf, ou Maya Gabeira, brasileira que ficou conhecida também por surfar na Nazaré.

Ainda nas Maldivas, a sugestão passa também pelo resort Niyama Private Islands Surf Resort (desde 517 euros/noite), desta feita no Atol Central. A oferta passa por surf de qualidade longe das multidões, sem comprometer as ondas. De noite, prometem divertimento numa discoteca debaixo de água.

Viajando até à Indonésia, o Four Seasons Resort Bali at Sayan (desde 663 euros/noite) conquistou recentemente o prémio de melhor hotel do mundo, no ranking elaborado pela revista Travel + Leisure.

A maioria dos surfistas procura a ilha pelos Atóis de Malé, ilhas oceânicas em forma de anel, onde surgem das ondas mais consistentes das Maldivas.

Desta lista constava também o Nihi Sumba Island (desde 634 euros/noite), um resort criado há quase 20 anos por um americano e que já acolheu aristocratas franceses e gestores mundiais, e surfistas, claro. O dono do resort planeia ainda abrir mais hotéis bem perto de ondas de classe mundial, na Costa Rica, Fiji, Nicarágua e Nova Zelândia.

Nas Mentawai, é impossível não falar do Togat Nusa Retreat (desde 145 euros/noite), onde se encontram ondas para todos os níveis de surf, durante todo o ano. Ainda assim, de março a novembro são os meses em que grandes ondas são mais regulares. O resort acolhe poucos hóspedes, por isso é difícil encontrar vagas.

Ainda em Bali, o Bulgari Resort (desde 483 euros/noite) é o resort de luxo com maior prestígio da zona, localizado junto a uma arriba à beira-mar em Uluwatu. O design faz reviver a marca italiano, mas une o moderno ao artesanal. Bem perto das ondas de Bukit, rodeado pela beleza natural das arribas e dos templos históricos.

Quando se fala em turismo de surf de luxo, não podemos esquecer o Pegasus Lodges & Resorts, grupo que oferece um conjunto de experiências de surf, mas para a família, na Indonésia, Samoa e Fanning Island. Um dos destaques é o Telo Island Lodge, em Sibaranun, na Indonésia. Cada pacote com atividades para dez noites ascende aos 3.000 euros. Bem próximo de uma direita bem conhecida, Max’s Right, convida ainda os hóspedes a conhecer vários recifes, lagos tropicais, sempre de barco.