Designers de joalharia de todo o mundo apresentam trabalhos no Porto

São 85 designers de todo o mundo e apresentam-se, até 3 de novembro, no Centro Comercial Bombarda. A escolha partiu da Collectiva, uma plataforma independente de joalharia de autor, sangue novo apostado em divulgar esta arte.

Texto por Marina Almeida

Feita a chamada internacional, responderam cem joalheiros de todo o mundo. Foram selecionados 85 projetos e são estes que se mostram no Porto até dia 3 de novembro no Collectiva Meeting – International Exhibition. Propostas de joalharia contemporânea de países como Japão, Itália, Turquia, Grécia, Reino Unido, Brasil e Rússia, entre outros.

Esta exposição pretende mostrar que a joalharia “vai muito além do ouro e da prata”, diz Tânia Ferreira, uma das organizadoras e joalheira. Entre as propostas que desafiam o olhar e procuram novos públicos está, por exemplo, o trabalho da romena Raluca Bursura, em porcelana – “de uma delicadeza e com um movimento que não é comum na joalharia” -, os alfinetes de peito feitos com palhinhas derretidas de Hasami Watanabe, japonesa, ou os trabalhos têxteis do sul coreano Jounghye Park. E ainda as peças feitas com tripa de animal de um autor búlgaro.

Quisemos trazer peças que as pessoas nunca tivessem visto. Nos cá somos muito tradicionalistas e quisemos romper um bocadinho com isso. A receção foi maravilhosa“, refere Tânia Ferreira, contando que na inauguração foram logo vendidas algumas peças feitas com cerâmica e outras com cristais de sal.

A Collectiva, plataforma independente de joalharia de autor, quer com esta iniciativa promover a arte e os artesãos e desmistificar a ideia de que este é um produto de nicho. Vocacionado para a joalharia de autor feminina, é constituída por oito autoras/marcas: Ana Bragança, Ana João, Joana Santos, Lia Gonçalves, Sara Coutinho, Marta Pinto Ribeiro, Susana Teixeira e Telma DA. Têm uma loja no CCBombarda, onde se apresenta agora esta exposição internacional.

As oito joalheiras portuguesas não tiveram tarefa fácil na escolha dos 85 autores. Cada uma votou nas propostas favoritas e venceu a maioria. “Tinhamos muita curiosidade em ver ao vivo certos trabalhos”, adianta Telma DA à DN Ócio. Depois, de entre as peças propostas, tiveram a preocupação de escolher várias opções de preços. “Como é uma exposição-venda queríamos um leque de preços alargado. Temos peças a começar nos 50 euros até aos dois mil euros”, refere.

Queremos que a Collectiva Meeting se torne num ponto de encontro anual de joalharia contemporânea, onde os artistas tenham oportunidade de expor o seu trabalho e ao mesmo tempo interagir e partilhar experiências entre si”, diz Tânia Ferreira.

A Collectiva Meeting está no CCB, na Rua Miguel Bombarda 285, loja 5 no Porto até 3 de novembro. Pode ser vista das 12.00 às 14.00 e das 15.00 às 20.00.