Os Urban Sketchers fazem dez anos e querem pôr (ainda mais) gente a desenhar

Botas de viajante da autoria do sketcher Eduardo Salavisa simbolizam uma década de diários gráficos em Portugal (DR)

Este fim de semana, os inseparáveis dos diários gráficos, suas canetas e lápis, convidam quem se lhes quiser juntar, na festa dos dez anos do coletivo Urban Sketchers. Eles vão andar por aí. Apanhe-os e deixe-se contaminar.

Marina Almeida

Estas botas são feitas para andar, como canta Nancy Sinatra. Mas também são feitas para desenhar. “As botas do viajante” da autoria de Eduardo Salavisa foi o desenho escolhido para ilustrar os dez anos dos Urban Sketchers Portugal. No próximo fim de semana, os parabéns a este coletivo de gente comum que faz desenhos extraordinários cantam-se em desenhos.

O epicentro da iniciativa será no Mercado do Forno do Tijolo, em Lisboa. Aqui é o ponto de encontro para os vários percursos desenhados que vão acontecer no sábado, e onde vai decorrer um jantar-convívio (mediante inscrição prévia).

Um dos pontos altos do programa das festas é a participação de Gabi Campanario, o espanhol a viver nos EUA desde 1998 que fez nascer esta imensa comunidade mundial, a partir de Seattle. Ele começou a desenhar tudo o que via, criou um blogue, ilustrava as suas próprias notícias no Seattle Times, contaminou um aqui outro ali, e nasceu esta multidão, mais de 80 mil pessoas em todo o mundo.

Gabi Campanario vai estar numa conversa no sábado às 19.00 no Mercado do Forno do Tijolo, e no domingo no Terreiro do Paço, a desenhar com todos os que se quiserem juntar (10.30). No sábado percursos desenhados são Miradouro de Monte Agudo e Miradouro de Nossa Senhora do Monte (10.30); Miradouro da Graça e Largo do Intendente (15.00). As iniciativas são gratuitas, basta aparecer (e levar um caderninho e algo que escreva…).

Para a festa dos dez anos estão também convocados os fundadores da comunidade em Portugal, como João Catarino, Mónica Cid, Filipe Leal de Faria e Pedro Cabral. Mais informações no blogue dos USP. Que diz, de forma bem visível, que não há ninguém que não seja capaz de desenhar…