Ermenegildo Zegna convida a viagem do corte desportivo ao corte de alfaiate

A fusão entre os elementos desportivos e a alfaiataria dá o mote para a coleção de Ermenegildo Zegna Couture e para o trabalho que tem sido feito pelo diretor criativo da marca Alessandro Sartori.

Mantendo a Zegna Couture, a marca desta a silhueta «simultaneamente forte e suave», os «decotes geométricos» que definem a parte superior do corpo, os casacos e blusões que apertam a direito ou trespassado, as linhas tradicionais «misturadas e reestruturadas», o «tecido duvet que ganha a forma de anorak de lã, as camisolas de malha que passam a surgir como vestuário exterior, enquanto o matching de blusões e calças passam a substituir o fato».

Os bolsos são desenhados diretamente e de forma meticulosa, no tecido, as gravatas surgem «usadas como lenços de duplo nó». «Toda a coleção é marcada pelas calças que apertam de forma ajustável conferindo praticidade às mesmas, permitindo destacar as robustas botas de montanha. Os tecidos são refinados e maleáveis: jacquard de caxemira, mohair compacto, alpaca escovada, lã bombazine», lê-se ainda na nota de imprensa.

As cores são «obtidas apenas a partir de elementos naturais como flores, ervas, madeira, folhas e raízes, refletindo os princípios e valores do Oasi Zegna», continua a marca, que fala numa palete de cores inspirada no ambiente do Oasis: «uma mistura de tons neutros da flor europeia edelweiss branca, cores cinza e bege, detalhes da mais fina fibra de vicuña, vermelho bulbo, pinheiro verde, traços de açafrão roxo, amarelo castanho e, ainda o laranja da flor azaleia».

Ermenegildo Zegna continua a utilizar o tecido jacquard na coleção ou como logótipo em roupas e acessórios como bolsas de couro, mochilas e sapatos técnicos, enquanto PELLE TESSUTATM – o couro exclusivo de Zegna – está pela primeira vez presente em pastas e malas.

«Estamos focados em expandir o uso de técnicas tradicionais, criando formas híbridas que se adequam a novos usos, adaptando o artesanato tradicional às funções contemporâneas», afirmou o diretor artístico Alessandro Sartori, acrescentando: «Trabalhamos em torno de neologismos sartoriais, sendo que esta temporada surge um novo neologismo que apelidei de: Snowriting. O lado formal emerge no informal num cenário sublime de neve.»