Entre laços, nós e macramé: um hobby que se tornou uma «meia profissão»

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O resultado é tudo menos aborrecido. São peças únicas e exclusivas, criadas à imagem do cliente, usando o macramé e tecelagem. Assim nascia o Barbudo Aborrecido em 2016.

Reportagem de Patrícia Tadeia | Imagem e fotografias de Bruno Raposo / Global Imagens

Vasco Oliveira é o homem por trás da barba, e é ele que dá vida a todas peças através de uma técnica 100% manual. «O que me atrai é isso mesmo, construir uma peça com as minhas mãos. Os trabalhos manuais sempre me relaxaram bastante. E hoje em dia já não é só um hobby. É uma meia profissão. Às vezes tiro férias quando tenho projetos grandes para terminar», começa por dizer.

A paixão pela técnica já é antiga: «O macramé surgiu na minha vida há 30 anos, ainda na escola, nos trabalhos manuais.»

O que esta arte tem de manual tem também de cansativo. A maior parte do tempo, Vasco está em pé a trabalhar nos chamados tapetes verticais. Quanto à inspiração, vem sempre do cliente. «Peço fotos do espaço onde as peças vão estar, pormenores que me servem de inspiração. Cores que gostam. Cada peça é única, não há repetições», explica o fundador da marca que organiza regularmente workshops para partilhar os princípios básicos do macramé.

Os preços são variados, mas há peças que já ultrapassaram os 650 euros. A maioria dos clientes são estrangeiros, «talvez pelo poder de compra, ou pelo local onde as peças estão expostas [Hotel Martinhal, em Sagres], ou se calhar porque percebem melhor o valor do trabalho manual», conclui.