De Caravaggio a Van Gogh, exposições a não perder

Um quadro de Gerard van Honthorst na exposição Utrecht, Caravaggio e a Europa na Alte Pinakothek em Munique (EPA/PHILIPP GUELLAND)

Nos próximos meses, há exposições que merecem uma visita. De Munique a Londres, com escala em Madrid ou Amesterdão. Num passeio de Páscoa, feriados de abril ou outro pretexto qualquer (ou sem pretexto).

Texto de Marina Almeida

O espanto do encontro de três jovens pintores de Utrecht com Caravaggio em Roma dá o mote a uma exposição na Alte Pinakothek, em Munique. Até julho, estes “caravaggistas” – Hendrick ter Brugghen, Gerard van Honthorst, e Dirck van Baburen – encontram-se agora com o mestre. O milagre da inspiração transposto para 70 obras de arte, de Caravaggio e dos seus seguidores em Utrecht, Caravaggio e a Europa.
Para além desta mostra, vale a pena conhecer a coleção da Alte Pinakothek, que junta obras de arte europeias dos séculos XIV a XVIII, com trabalhos de Dürer, Raphael, Leonardo, Titian, El Greco, Rubens, ou Rembrandt.

Alte Pinakothek, Munique, Alemanha
De 17 abril a 21 de julho
Bilhete: 12 euros
www.pinakothek.de

“War is over” de Yoko Ono é uma das obras que se podem ver na exposição Peace is Power em Leipzig, na Alemanha (EPA/JENS SCHLUETER)

Peace is Power é o nome da exposição de trabalhos de Yoko Ono que pode ser vista até julho em Leipzig, na Alemanha. A artista, atualmente com 86 anos, é uma das mais influentes e controversas da sua geração. As 60 obras que aqui se mostram foram selecionadas pela artista de raízes japonesas com o curador e amigo de longa data Jon Hendricks.

MdbK. Leipzig, Alemanha
até 7 de julho
10 euros
mdbk.de

 

Esta obra chama-se Henrik Ibsen at the Grand Cafe, Kristiania e é um dos trabalhos de Edvard Munch em exposição (EPA/VICKIE FLORES)

O criador da face do medo, Edvard Munch, desvenda-se no British Museum, em Londres. A exposição chama-se Love and Angst, e percorre 45 anos da obra gráfica do artista norueguês, autor de O Grito. A mostra é feita em parceria com o Museu Munch, de Oslo, e apresenta vários trabalhos menos conhecidos do artista, mas que ajudam a entender a sua trajetória.

British Museum, Londres
11 de abril a 21 de julho
Bilhetes: 20 euros
www.britishmuseum.org

 

Giacometti e Velazquez em diálogo no Museu do Prado, em Madrid (EPA/Paco Campos)

É uma das exposições do bicentenário do museu madrileno: Giacometti no Museu do Prado. Até 7 de julho, as delicadas esculturas dialogam com pinturas dos seus autores favoritos, nas galerias principais do museu: Rafael, Tintoretto, El Greco, Goya ou Velázquez. Uma conversa que começa na sala de As Meninas, de Velázquez e termina junto a Zurbarán e aos seus Hércules. Há 20 diálogos para escutar.

Museu Nacional do Prado, Madrid, Espanha
até 7 de julho
15 euros
www.museodelprado.es

Oportunidade para visitar o belíssimo Mucem – Museu das Civilizações da Europa e do Mediterrâneo – e conhecer a vida e obra de Jean Dubuffet (1901-1985). Ao longo de 290 obras e objetos Jean Dubuffet, un barbare en Europe reflete a sua produção artística, numa rara oportunidade de ser vista em conjunto. As obras são provenientes de várias instituições e coleções europeias. Até 2 de setembro.

Mucem, Marselha, França
de 24 de abril a 2 de setembro
Bilhete: 9,5 euros
www.mucem.org

 

A pintura Isaak e Rebekka, também conhecida por A Noiva Judia, é uma das obras de Rembrandt em exposição em Amesterdão (FOTO:Rijksmuseum)

Nos 300 anos da morte de Rembrandt, o Rijksmuseum, em Amesterdão, apresenta a maior exposição sobre o mestre. All The Rembrandts junta 22 quadros e 60 desenhos do pintor holandês. A partir de julho, a obra central da exposição, The Night Watch, vai para restauro e o mundo é convidado a acompanhar os trabalhos: o museu vai transmitir online toda a operação. Até lá, é ver e desfrutar, ao vivo.

Rijksmuseum, Amesterdão
15 de fevereiro a 10 de junho
Bilhetes a 19 euros
www.rijksmuseum.nl

 

Girassóis ((1888) na Tate Britain (EPA/ANDY RAIN)

 

Atenção! Há já muitas datas esgotadas para a exposição que junta Vincent Van Gogh e a Grã-Bretanha. Van Gogh and Britain é a primeira reflexão sobre o artista nascido na Holanda em 1853 e o país onde viveu entre 1873 e 1876. Mostra como o pintor se inspirou na arte, literatura e cultura (e como inspirou outros artistas, como Francis Bacon). A Tate Britain apresenta 45 obras do artistas, provenientes de coleções públicas e privadas de todo o mundo – entre elas um raro Girassóis ou o famoso autorretrato do artista.

Tate Britain, Londres
27 de março a 11 de agosto
Bilhetes a 23 euros (há descontos)
www.tate.org.uk