Aldeias do Xisto apresentam-se em feira de design em Paris

O projeto A Revolta dos Legumes com a Casa da Olaria é um dos que vai ser mostrado em Paris (DR)

A ligação do design ao saber fazer tradicional é uma das apostas do território de cinco mil quilómetros quadrados e 27 aldeias, na centro de Portugal. De 6 a 10 de setembro, os objetos produzidos entre designers e artesãos nas Aldeias do Xisto vão Maison et Objet.

Texto de Marina Almeida

Aldeias do Xisto e Maison et Objet. À primeira vista parece que não têm nada a ver, mas a verdade é que têm tudo a ver. São vários os projetos a decorrer no terreno, que juntam designers e artesãos, recuperando saberes ancestrais em objetos contemporâneos. Algumas destas peças vão viajar até Paris, apresentando-se na grande feira mundial de artes e design.

A ação “está inserida no âmbito de um posicionamento estratégico como destino de eleição para viver, investir e criar, com um contexto de acolhimento e imersão artística, científica e empresarial adequado às exigências de diversos públicos e mercados internacionais”, refere a ADXTUR em comunicado, enfatizando a ligação que quer aprofundar com a comunidade lusófona em França. A representação das Aldeias do Xisto vai estar no espaço Signature, Unique et Eclectique.

Este conjunto de aldeias que se organiza em torno de um projeto de turismo sustentável, repovoando o interior do país e criando dinâmicas com as comunidades locais, tem a decorrer o projeto Craft+Design. Esta é uma abordagem ao local, que conta com os artesãos, designers e universidades de vários pontos do país.

Um dos projetos que deu frutos e que se apresenta em Paris é da Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos (ESAD) com a aldeia de Cerdeira.

Outro é a Revolta dos Legumes, de Ana Lousada e Carlos Neto com a Casa da Olaria.

Os projetos em curso, que já se apresentaram no âmbito da exposição Agricultura Lusitana no Museu de Arte Popular, em Lisboa, envolvem áreas tão variadas como calçado, cestaria, tecelagem, feltragem, olaria, entre outras.

O artesão José Cerdeira, artesão na sua oficina em Casal Novo (Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)